ANNONA CRASSIFLORA

FAMÍLIA DAS ANNONACEAE

 

 Compre o Guia: Frutas do mato: um guia de identificação, cultivo e usos:

Fascículo 1: 34 espécies de anonáceas brasileiras.

 

Arvore

Fruto aberto

 

Flor de Marolo (A. crassiflora)

Fruto de Marolo (A. crassiflora)

 

NOME INDIGENA: Araticu-tuba, “do tupi – fruta mole e larga ou grande, vindo do adjetivo tuba”; também é conhecido pelos nomes: Marolo, Araticum bruto, Cortição e Cabeça de negro.

 

Origem: nativa dos cerrados campestres, sujos e cerradão de arvores. Sua distribuição é descontinua e irregular; ocorrendo nos estados da BA, GP, MG, MS e São Paulo, Brasil. Mais informações no link: http://www.floradobrasil.jbrj.gov.br/

 

Características: árvore de 4 a 6 m de altura, com copa mais larga de 6 a 8 m de largura, com tronco tortuoso, casca suberosa (com tecido morto) e cristado com cor cinza. As folhas são decíduas (caem) no inverno, são subcoriáceas (de media espessura), com 5,5 a 13 cm de compr. por 4,5 a 10 cm de largura; tendo base subcordada (forma de coração) e ápice arredondado. Pode espécie ser facilmente identificada por se observar às folhas e ramos jovens que têm pilosidade (pequenos pelos) marrom-avermelhada bastante densa. As flores são crassas (grossas), axilares (entre folhas e galhos) ou acaules (nasce do galho) medindo 2 a 4 cm de compr., com 3 sépalas livres e carnosas, com 6 pétalas internas de cor creme-amareladas. O fruto é um sincarpico (com muitos segmentos unidos), oval ou arredondado, com 15 a 25 cm de diâmetro e chega a pesar 1 a 5kg, com casca áspera e comosa (com tufos de pelos longos) de cor marrom escura quando maduro. A polpa é cremosa e firme com cor que pode variar entre branco, amarelo e alaranjada, a depender da variedade.

 

Dicas para cultivo: Aprecia local ensolarado, luminosos e protegidos de ventos fortes. Espaçamento de 5 a 6 m, aprecia solo profundo e bem drenado, com pH entre 4,5 a 6,2; resistindo bem a geadas de 1 a 3 graus negativos e a secas de até 8 meses sem chuva. Pode ser cultivado em altitudes de 400 a 1.200 m, com temperaturas anuais entre 6 a 42 graus. Por ser planta de raiz pião profunda recomento semear 4 a 7 sementes diretamente no local definitivo em covas já preparadas, irrigando a cada 2 ou 3 dias até germinarem.

 

Mudas: Sementes são dormentes se forem secas, mais se forem plantada logo, germinam em 60 a 120 dias. As mudas crescem lentamente e atingem 10 cm de altura com 7 meses após a germinação. Apreciam ambiente ensolarado para germinar e crescer. A frutificação inicia-se com 5 a 7 anos, dependendo do solo e tratos culturais.

 

Plantando: apresenta crescimento moderado atingindo 1 m com 1 a 2 anos, começa a produzir a partir da segunda floração a partir do 3º ou 4º ano após o plantio. A colheita do fruto vai de março a julho e os frutos podem ser colhidos quando os frutos estiverem com coloração marrom escura e quando você perceber um leve aroma característico.

 

Cultivando: Fazer apenas podas de formação da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco da arvore. Adubar com composto orgânico, pode ser 2 litros de composto orgânico para o Ariticum de moita e 6 litros para o Marolo + 50 gr de N-P-K 10-10-10 dobrando essa quantia a cada ano até o 4ª ano. A cada 2 anos é bom colocar 1 kg de cinza de madeira polvilhado sob a projeção da copa. 

 

Usos: A árvore pode ser cultivada na arborização urbana, em parques praças e jardins; não pode faltar na recomposição da flora do cerrado, pois seus frutos alimentam animais de médio e grande porte. Os frutos tem polpa doce, firme levemente farinácea, soltando fácil da semente, por isso é ideal para o consumo in natura. Os frutos também podem ser despolpados e a polpa congelada ou imediatamente usada para fabricação de doce tipo goiabada ou misturado ao doce de leite, sorvetes, e utilizados no lugar de parte da farinha em pães, bolos e bolachas. Os frutos dessa espécie tem casca grossa e resistente ao manejo, podendo durar até 15 dias se refrigerados, característica útil para a comercialização dos frutos por pequenos agricultores familiares.

 

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